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João Tinoco . Contacto . Onde praticar?

O treino de Aikido compreende os trabalhos em Katamewaza (imobilizações), Nagewaza (projecções) e Bukiwaza (armas), cada um com características técnicas próprias, mas em estreita comunhão de princípios (centro, distância, tempo, intenção, respiração, etc.).

É fácil reconhecer no trabalho com armas a herança do Kenjutsu ou do Jojutsu. No entanto, a progressão na prática permitirá ao aikidoca descobrir em todo o restante trabalho de Nagewaza ou Katamewaza, que os princípios são comuns.

O grau de exigência dos treinos difere de acordo com o nível do praticante. Aprender a caír será a primeira prioridade, pois só asssim as técnicas de Aikido poderão ser efectuadas em segurança e, consequentemente, com prazer.

A aquisição de bases técnicas sólidas será então o objectivo seguinte na construção de uma prática que não deve ser vaga, vazia, mas sincera para com o parceiro e, fundamentalmente, verdadeira para consigo próprio.

Só então, muito mais tarde, poderá começar o trabalho de desconstrução do edifício, de libertação, visando a prática de um Aikido espontâneo, que seja a expressão de "si próprio".

Katamewaza

Bukiwaza

Nagewaza

O fundador desta arte marcial foi Morihei Ueshiba (O'Sensei), um homem nascido no Japão em 1883 e que, após anos de estudo do Jiujutsu e Kenjutsu de vários ryu, cria a sua própria arte de Budo, o Aikido. A mais visível das influências, ainda hoje, nesta arte é o Daitoryu Akijujutsu, que lhe foi transmitido por Sokaku Takeda, famoso mestre da época, e que lhe deu também uma licença para ensinar, coisa que fez até seguir a sua própria via.

 

 

 

 

 

 

Fruto de uma espíritualidade profunda, Morihei Ueshiba, tem como meta estabelecer um Budo que seja um veículo para a paz; um Budo cujas leis fossem as leis da natureza, do universo; em que, de um ponto de vista filosófico, a mera intenção de um ataque seja já uma derrota.

Assim, o Aikido chega-nos como uma arte de "não-resistência", tida aqui não como mera passividade, mas como aceitação do ataque de um adversário para, integrando-o no nosso movimento, tornando-o num só, podermos neutralizá-lo com o menor esforço possível.